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Vendas de Imóveis Novos Disparam A Partir de Setembro De 2016
Publicado em

Comercializações de imoveis em SP, A Partir de Setembro de 2016 subiram 59,3%. Lançamentos também registraram crescimento expressivo no período.

Evolução significativa, com grande aumento de vendas e lançamentos marcaram o mercado imobiliário paulistano em setembro. Até o momento, foi o segundo melhor mês do ano. Nova pesquisa realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) indica que no período foram vendidos na cidade 1.717 imóveis residenciais novos, salto de 59,3% sobre agosto e incremento de 23,3% sobre setembro de 2015.

Com o desempenho, as comercializações acumularam 10.817 unidades vendidas nos nove primeiros meses do ano, volume 21% menor que igual intervalo do ano passado.

Em setembro, os imóveis comercializados contabilizaram um VGV (valor geral de vendas) de R$ 1.011 milhão, quantia mais do que o dobro (+102,6%) acima de agosto e 12,9% superior ao mesmo mês de um ano antes. As comparações seguram a atualização de valores pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) de setembro.

Indicador que mede a velocidade de vendas, o VSO (vendas sobre oferta) atingiu 6,6% em setembro, performance 57,1% superior a agosto e 32% acima de um ano antes. Em 12 meses, o VSO avançou 38,9%, ultrapassando o índice do mês anterior (37,9%) e abaixo de um ano antes (41,7%).

Outros dados

Por tradição, os apartamentos de 2 dormitórios foram destaques nas vendas, com 940 unidades comercializadas, sendo 54,7% do total. Na sequência, apareceram os segmentos de 3 quartos (515 espaços contratados e fatia de 30%), 1dormitório (185 residenciais e participação de 10,8%) e 4 ou mais cômodos (77 e 4,5%).

Por faixas de área útil, os imóveis mais procurados foram com espaço de 45m² e 65m², com 831 unidades vendidas (48,4% do total). Já em relação a valores, a maioria das comercializações foram de apartamentos com preço entre R$ 225 mil e R$ 500 mil, com 789 imóveis contratados (45,9% das comercializações).

As vendas de setembro se concentraram mais na zona sul paulistana, com 459 imóveis (26,7%). Em seguida, ficaram as zonas norte e oeste (362 residenciais, cada – 21,1% por região), leste (348 unidades – 20,3%) e central (186 apartamentos – 10,8%).

 

Lançamentos

As construtoras e incorporadoras investiram mais na Capital Paulista. Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostram que a cidade registrou em setembro um total de 2.165 imóveis lançados, o que representou um acréscimo de 66,9% sobre agosto e elevação de 83,9% sobre um ano antes.

Após o resultado, os lançamentos acumularam no ano 10.172 unidades, recuo de 27,9% na mesma comparação ano a ano.

No nono mês de 2016, grande parte das novas ofertas foi de apartamentos entre 45m² e 65m², com 907 residenciais lançados (participação de 41%). Mais da metade (54,3%) dos imóveis teve preço médio na faixa de R$ 225 mil a R$ 500 mil, com 1.175 unidades 

Os apartamentos de 2 dormitórios também foram destaque nos lançamentos, com 51% do total e 1.104 unidades, seguidos pelos segmentos de 3 quartos (759 imóveis, respondendo por 35,1%), 4 ou mais cômodos (176 unidades e fatia de 8,1%) e 1 dormitório (126 espaços e 5,8%).

A zona oeste liderou nos lançamentos, com 644 imóveis (29,7%). Depois, apareceram o Centro (514 unidades – 23,7%) e as zonas norte (505 residenciais – 23,4%), sul (277 apartamentos – 12,8%) e leste (225 espaços – 10,4%).

 

Ofertas

A metrópole paulistana fechou setembro com uma oferta de 24.426 unidades disponíveis para venda. O saldo foi considerável estável em relação a agosto e 6,8% abaixo de um ano antes.

A pesquisa considera como estoque os imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses até o mês de referência, no caso setembro.

 

Grande SP 

Nos 38 municípios que compõem a Região Metropolitana (RMSP), exceto à capital paulista, as vendas perfizeram 431 unidades em setembro, um crescimento de 4,6% sobre agosto e uma redução de 67,9% ante o mesmo mês de 2015. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram comercializados nas demais cidades 6.325 novos residenciais, um decréscimo de 32% na comparação anual.

Em setembro, o VGV dos empreendimentos vendidos nos municípios do entorno totalizou R$ 180,8 milhões, aumento de 34,4% sobre agosto e queda de 57,5% face um ano antes.

O VSO ficou em 3,1% em setembro, acréscimo de 0,3 ponto percentual (pp) sobre agosto e desempenho 4,1pps a menos que o ano passado. Em 12 meses, o índice chegou a 36,7%, número 1,5pp abaixo do período precedente mensal.

Segundo a Embraesp, em setembro não houve nenhum lançamento nas outras cidades. Dessa forma, a região encerrou setembro com 13.310 unidades disponíveis para venda, quantidade 5,3% abaixo de agosto.

 

Conclusão

Na avaliação do Secovi-SP, o desempenho de setembro na cidade de São Paulo foram significativos, correspondendo às expectativas de mudança na conjuntura econômica do país.

“Apesar dos resultados positivos, não classificamos a melhora como reação, pois os resultados do acumulado do ano ainda estão abaixo dos índices registrados em 2015, tanto nos lançamentos como nas vendas. Acreditamos que o mercado vai reagir de forma mais gradual, ao longo dos próximos meses”, argumenta Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato.

“A reação lenta do mercado imobiliário era esperada, na medida em que o setor enfrenta, além dos problemas econômicos, as dificuldades trazidas pelo novo Plano Diretor, cujas travas precisam ser revisadas e solucionadas, a fim de permitir a atuação plena dos empreendedores nos próximos anos. Sem mudança no marco regulatório, continuaremos a trabalhar aquém das nossas possibilidades”, ressalta Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos da entidade.

Para o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, o aumento nas vendas e nos lançamentos registrado em setembro significa um novo ânimo da sociedade e dos empreendedores. “No entanto, insistimos na continuidade da redução da taxa de juros, para que o setor imobiliário retome suas atividades aos patamares normais, possa contribuir para a geração de emprego e renda e, consequentemente, com o aquecimento da economia”, pontua.

 

Fonte informativo na integra: www.secovi.com.br

Material de pesquisa completo em PDF: www.secovi.com.br

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